O torcedor flamenguista Rogério Silva Guinard, integrante da organizada “Jovem Fla”, pegou 19 anos de reclusão, em regime fechado, pela morte do torcedor do Botafogo, Diego Silva dos Santos, da Fúria Jovem, durante conflito entre torcidas ocorrido no dia 12 de fevereiro de 2017, no bairro do Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio. Durante a briga, Diego foi perfurado por Rogério com um espeto de churrasco.
Rogério também foi condenado a outros sete anos e seis meses de reclusão por associação criminosa.
O caso foi julgado pelo Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri da Capital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Um terceiro acusado de participar do crime, também integrante da torcida Jovem Fla, Vitor Portêncio da Silva, que também seria julgado, teve o júri adiado porque os advogados não compareceram. Ele agora terá sua defesa sob a responsabilidade da Defensoria Pública enquanto aguarda uma nova data para o julgamento.
O júri teve início na tarde de terça (26) e a sentença foi anunciada pela juíza Elizabeth Louro, presidente do 2º Tribunal do Júri da Capital, na madrugada desta quarta.
Outro acusado de participar do conflito, Herbert Vinicius Sabino de Paula foi absolvido do crime de homicídio pelo Conselho de Sentença, mas foi condenado por associação criminosa. Como já cumpriu três anos em prisão provisória, irá cumprir o restante da pena em regime aberto.
O crime aconteceu no dia 12 de fevereiro de 2017. Por volta das 18 horas, houve confronto entre integrantes da “Jovem Fla” e organizada botafoguense “Fúria Jovem” no Engenho de Dentro. Diego Silva dos Santos caiu, foi agredido por chutes, socos, golpes de porrete e foi perfurado várias vezes. Ele morreu no Hospital Salgado Filho.